Arritmia Cardiaca

Arritmias Cardíacas

Tratamento

O tratamento deste grupo de arritmias engloba abrandar os sintomas do paciente, controlar o ritmo e a frequência cardíaca e, em casos específicos, reduzir a chance de formação de coágulos dentro do coração. Desta forma, incluímos no tratamento mudanças no estilo de vida, uso de um ou mais medicamentos combinados, cardioversão elétrica ou química e o estudo eletrofisiológico/ablação.

Mudanças no Estilo de Vida

Alimentação saudável, prática regular de atividade física e cessar o tabagismo são fundamentais para melhorar os sintomas e controlar adequadamente o ritmo cardíaco.


Medicamentos

Utilizamos diversos medicamentos, com três finalidades principais: controlar o ritmo cardíaco objetivando um ritmo normal (sinusal), evitar frequências cardíacas elevadas incompatíveis com a atividade que o paciente esteja desenvolvendo e evitar a formação de coágulos dentro do coração, diminuindo assim a ocorrência de eventos cardioembólicos, como trombose e acidente vascular cerebral (AVC).


Cardioversão

Pode-se fazer de duas maneiras: por cardioversão elétrica ou química. Na primeira, com o paciente sob sedação e/ou anestesia, utilizamos uma carga de energia elétrica para promover um choque no coração, objetivando converter uma arritmia em um ritmo normal. Na cardioversão química, são administradas altas doses de medicamentos antiarrítmicos.



Ablação Cardíaca / Estudo Eletrofisiológico

O estudo eletrofisiológico é o procedimento pelo qual se avalia o sistema elétrico do coração. É realizado por meio de cateterismo cardíaco, com inserção de cateteres (longos tubos flexíveis), por via venosa ou arterial, ou seja, o acesso é uma veia ou artéria na região da virilha do paciente. Dessa forma, os cateteres são direcionados até as câmaras do coração. Isso possibilita o registro do eletrocardiograma intracardíaco, permitindo a avaliação do funcionamento do coração, com a criação de um mapa elétrico, em 3D, dos batimentos cardíacos em tempo real.

Os principais objetivos desse estudo são descobrir as causas das palpitações, desmaios (síncopes) e tonturas e esclarecer a origem e o mecanismo das arritmias cardíacas (batimentos anormais do coração, que podem ser rápidos demais, muito lentos ou até irregulares). Já o alvo decisivo da ablação é destruir os focos de arritmia no músculo cardíaco.

Durante o estudo eletrofisiológico e a ablação, são utilizados diversos sistemas de monitorização do paciente; através de um especial, que utiliza raios x, é possível guiar delicadamente os cateteres pelo interior do coração. Assim que é localizado o foco da arritmia é realizada a ablação.

A ablação tem como objetivo controlar ou corrigir as arritmias cardíacas. Para realizá-la, cateteres são posicionados dentro do coração, fazendo um mapeamento elétrico do músculo cardíaco para identificar o local responsável pela arritmia. Na sequência, o grupo de células causadoras das arritmias é eliminado por temperaturas elevadas (ablação por radiofrequência) ou baixas (crioablação).

Terminado o procedimento, o paciente permanece em repouso por algumas horas, período em que não deverá movimentar a perna. No dia seguinte, recebe alta hospitalar, retornando a suas atividades habituais em alguns dias.

Como é realizada a ablação?
Na maioria das vezes, o paciente recebe anestesia local e sedação, para evitar qualquer desconforto durante o procedimento. Em seguida, finos tubos flexíveis chamados cateteres são introduzidos através de vaso sanguíneo, na virilha ou no pulso, e direcionados até o coração. Os cateteres são delicadamente colocados na posição correta dentro do coração, fazendo um mapeamento eletroanatômico. Definido o local afetado, aplica-se energia de radiofrequência, que gera temperaturas elevadas, extinguindo os focos promotores de arritmia. Existe ainda a possibilidade de utilizar baixíssimas temperaturas (crioablação) com o mesmo objetivo.


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